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Como-funciona-o-contra-taque-nuclear-garantido-russo-Dead-Hand-Mao-Morta-Kazbek-Sistema-Perimetr

Saiba como funciona o assustador Sistema Perimetr, ou o ‘botão do juízo final russo’, projetado para lançar automaticamente um contra-ataque nuclear massivo mesmo após tudo ter sido destruído.

O maior elemento de dissuasão nuclear da Rússia é um sistema que garante um ataque nuclear de resposta, mesmo em caso de destruição total do comando e das linhas de comunicação e morte de pessoas-chave. É conhecido na Rússia como “Perimetr ‘.

Nome: Sistema Perimetr (Perimetr System), índice russo 15E601. Nos Estados Unidos, é conhecido como ‘Dead Hand’ (” mão morta “).

Importância para manter a paz: O principal elemento de dissuasão nuclear da Rússia é um sistema que garante um ataque nuclear de resposta, mesmo em caso de destruição total do comando e das linhas de comunicação e da morte de pessoas-chave. A existência de um sistema deste tipo é por vezes classificado como imoral, mas é essencialmente o único meio verdadeiramente dissuasivo, uma vez que garante um ataque nuclear devastador.

Para que serve: Um sistema de controle automático de retaliação nuclear massiva desenvolvido na União Soviética no auge da Guerra Fria. Projetado para entregar as ordens do alto comando militar para todas as tropas que têm armas nucleares em caso de um ataque nuclear durante a qual as redes de comunicação poderiam ser destruídas.

Conceito: O Perimetr é um sistema de controlo alternativo para todas as unidades que possuem ogivas nucleares. Ele foi desenvolvido como um sistema de comunicação de “reserva” no caso de um possível ataque nuclear e se restassem membros-chave do sistema de controle das Tropas de Mísseis Estratégicos Kazbek, tal como planejado pelo conceito americano de Guerra Nuclear Limitada, ou o conceito atual de Ataque Global Imediato (Prompt Global Strike).

A fim de garantir a conformidade com a sua função, o sistema foi originalmente concebido como totalmente automático, de modo que, em caso de ataque maciço seria capaz de decidir sobre a retaliação adequada por conta própria, sem a participação (ou participação mínima) humana.

Data em que foi posto em serviço: 1985.

O sistema foi desenvolvido na URSS e entrou em serviço em 1985, na sequência do aparecimento nos EUA do conceito de “Guerra Nuclear Limitada”, que prevê a realização de ataques contra os objetivos mais importantes: bases de lançamento, aeroportos, principais centros de transportes e indústrias. O resultado deste ataque devastador era para ser a destruição dos centros de controle militar e políticos do inimigo, impedindo que restasse qualquer pessoa que pudesse decidir proceder uma resposta ao ataque.

Vingança garantida: Como funciona o Sistema Perimetr?

O ponta de lança do sistema são os mísseis balísticos, mas estes inicialmente não são lançados contra um agressor, mas para sobrevoar várias partes da Rússia. Suas ogivas não portam cargas termonucleares, mas poderosos transmissores que emitem sinais para controlar sistemas de mísseis balísticos com ogivas nucleares, que estão instalados em silos, aeronaves, submarinos ou sistemas móveis terrestres. O sistema é totalmente automatizado e o fator humano no trabalho é excluído ou minimizado.

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Na verdade, o Perimetr é uma duplicação de todo o sistema de controle para todas as tropas que têm armas nucleares. É projetado de uma maneira que é completamente resistente aos fatores destrutivos de armas nucleares, e desativa-lo é praticamente impossível. Sua missão é tomar a decisão de lançar uma resposta ao ataque automaticamente, sem a participação das pessoas.

O principal elemento do sistema de controle de todos os mísseis estratégicos do país é chamado de ‘Kazbek “, que é conhecido por seu subsistema de comunicação, Cheguet, muitas vezes chamado de”mala nuclear, ou maleta nuclear“.

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Em tempos de paz, os principais componentes do Sistema Perimetr encontram-se e estado de guarda. Eles avaliam a situação e processam dados recebidos de estações de monitoramento. Em caso de um ataque em grande escala com armas nucleares, confirmado por dados do sistema de alerta antecipado para ataques de mísseis, todo o sistema passa automaticamente a operar no modo de combate. Se após algum tempo o Perimetr não receber o sinal para lançar os mísseis (por exemplo, se morrem os membros do comando militar e político), o sistema irá tomar a decisão por si mesmo.

O sistema recebe informações de diversos sensores, analisa a intensidade das trocas de comunicação no alto comando militar e de telemetria a partir das posições das tropas de mísseis estratégicos. Além disso, o Perimetr ainda tem uma capacidade única: o sistema pode analisar as mudanças na situação política e militar no mundo, avaliando os comandos que parecem em determinado período de tempo e, em caso de força maior, tirar uma conclusão sobre o que acontecendo no mundo e saber se algo está errado.

As quatro condições para o ‘Armagedom’

Antes de executar o algoritmo de ataque, o Perimetr deve cumprir quatro condições. A primeira é verificar a veracidade de um ataque nuclear contra a Rússia. Em seguida, verifica a existência de comunicação com o Estado Maior Geral. Se o Comando Militar não responder, o Perimetr lança um sinal para a Kazbek (‘maleta nuclear’). Se a “Kazbek ‘ responder, os controles são delegados ao oficial mais graduado no posto de comando. E no caso de receber a ordem deste último, ou se ele não receber a comunicação, começa a agir.

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No entanto, há ocasiões em que o sistema pode operar sem recorrer ao comando militar máximo do país. Ao descobrir, por exemplo, várias fontes pontuais de intensa radiação eletromagnética e ionizante e compará-las com dados sísmicos dos locais com as mesmas coordenadas, o sistema conclui que se trata de um ataque nuclear em larga escala. Neste caso, o Perimetr pode dar o sinal de ataque mesmo sem a autorização do Kazbek.

A OTAN qualifica de “imoral” um sistema de ataque nuclear que age independentemente dos seres humanos. Mas os Estados Unidos também possuem um mecanismo semelhante, o Emergency Rocket Communications System.

Elisandro

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