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Confira uma lista de grandes projetos da antiga URSS que são impressionantes e assustadoramente bizarros.

Embora muitos não saibam, a antiga União Soviética não era tão tecnologicamente atrasada em relação ao Ocidente como a propaganda e o posicionamento ideológico sempre fizeram crer (vide 1957). Mesmo com poucos recursos em relação aos EUA, durante a Guerra Fria foram projetados e construídos diversos projetos inovadores e audaciosos, muitos dos quais permanecem até hoje sem homólogos no ocidente ou servem de inspiração para projetos de empresas nas mais diversas áreas.

Lançamos agora uma série de posts que trarão um pouco destas invenções esquecidas pelo tempo, mas que ainda hoje impressionam.

Polyus. A Polyus era uma plataforma militar orbital construída para responder a paranoia americana do “Star Wars” (SDI – Strategic Defense Initiative, março de 1983). Tinha um comprimento de 37 metros, um diâmetro de 4 metros e um peso total de 80 toneladas.

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Polyus montada sobre o foguete Energia para lançamento.

Contava com armamento de defesa contra satélites ASAT (anti-satélites) e era capaz de lançar “warheads” (bombas atômicas). O tempo estimado para alcançar qualquer alvo em território inimigo era de 6 minutos, ao contrário dos ICBMs convencionais, que levavam cerca de 30 minutos. O líder soviético Michail Gorbachov proibiu terminantemente o teste da Polyus com qualquer armamento, mas aproveitou a tecnologia disponível para denunciar a militarização do espaço por parte dos americanos, e chegou a ameaçar com uma “retaliação (nuclear) assimétrica” caso prosseguisse a paranoia militarista espacial americana.

Um artigo do chefe do grupo de projeto das Salyut, Yuri Kornilov, descreve a estação: contava com minas nucleares, um canhão laser, camuflagem Stealth para evitar sua detecção e era pintado de negro.

Oficialmente a nave sofreu de um erro e caiu. Ao desconectar-se do Energia, o Polyus fez um giro em 360º em vez de 180º, e ao acionar seus motores falhou e caiu no Oceano Pacífico. Entretanto, analistas defendem que a nave foi lançada no Mar pela parcela da alta cúpula soviética que era partidária do fim da Guerra Fria, que defendia o fim da corrida armamentista e o distensionamento com os Estados Unidos.

Características

Comprimento: 37m
Diâmetro: 4.10m
Massa: 80.000 kg
    Propulsor: Energia
Órbita proposta: 280 Km com inclinação de 64º.

Armas defensivas
Radar e sistema de localização por vídeo para guiar as armas antisatélite.
Gerador de nuvens de bário, para confundir as armas ASAT.
Pintura negra para camuflagem, provável capacidade Stealth.
Possível comunicação com link laser, permitindo silêncio total do rádio.

Armas ofensivas

Minas nucleares.
Canhão laser.


Projeto DUGA-3.
Em Julho de 1976, um estranho sinal de rádio em Ondas Curtas começou a ser ouvido ininterruptamente por todo o mundo. Após algumas triangulações, descobriu-se que vinha da Ucrânia (na época parte da União Soviética). Pelas características da transmissão, logo ficou conhecido como o “pica-pau russo”.
 
Oficialmente o governo soviético informa que o sinal emitido por estas estruturas ucranianas, conhecidas como DUGA-3, faziam parte de um Projeto para “detectar” lançamentos de mísseis inimigos assim que ocorressem, através de oscilações e interferências nestas frequências, permitindo reações rápidas de contra-ataque. Ou seja, a estrutura fazia parte de uma rede de radares de alerta antecipado que cobria boa parte do globo terrestre.
A estrutura era localizada na Ucrânia,  a poucos Km da condenada cidade de Chernobyl.
 
Ekranoplanos.  Os soviéticos começaram a construir tais naves no final dos anos 50. Os primeiros passaram a operar nos anos 60, sendo o maior deles o KM (Korabel Maket, modelo de navio ou navio-protótipo), que entrou em operação em 1965.

Com 106 m de comprimento, 40 m de largura e pesando 540 ton, o KM era capaz de transportar 400 soldados a 500 km/h, com alcance de 3.000 km. Em termos de comparação, era 50 % maior que os 70 m de um Jumbo 747.

Eles eram enormes barcos voadores, planejados a executarem um grande leque de missões da Guerra Fria, inclusive possibilitar o desembarque de centenas de milhares de tropas em uma grande invasão aos Estados Unidos.

O grande interesse da Marinha Soviética era que esses barcos voavam tão baixo que não seriam captados por radares, como o seriam os aviões, e tampouco apareceriam aos sonares dos submarinos desde que não tocassem a água. Era uma combinação perfeita para uma surpresa e tanto.

Quando um satélite espião americano fotografou a nave, os militares do Pentágono a apelidaram de Monstro do Mar Cáspio, mar interior da Rússia onde era testado.



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Antonov An-225.
É atualmente o maior avião do mundo e foi construido para substituir os Antonov An124 Ruslan. Ficou pronto no final da Guerra Fria e só uma unidade foi fabricada, sendo que o segundo já estava 65% concluído quando a URSS terminou.

Possuí 84 metros de comprimento por 88 de envergadura e 18 de altura sem contar com o trem de pouso. É tão grande que não caberia em um quarteirão inteiro. Ainda é necessário uma preparação logística especial no aeroporto onde este irá pousar.Pode transportar 600 toneladas internamente ou 400 na parte superior. Ou ainda 1500 pessoas na sua área de carga. A área de suas asas é de 900 metros quadrados.

Submarinos da Classe Akula.
Os maiores submarino já construídos, representavam um grande avanço tecnológico e um motivo de preocupação para ocidente. Eram de propulsão nuclear, silenciosos e capazes de transportar uma bela carga de mísseis nucleares. O armamento dos Akulas tinha maior poder destrutivo que todas as bombas lançadas na Segunda Guerra Mundial e consistia de torpedos e mísseis nucleares. O maior perigo destes submarinos era que podiam navegar embaixo dos gelos árticos e lançar mísseis sem serem detectados de perto das costas americanas.

Foram construídas 6 unidades entre 1981 e 1989. Sendo que alguns ainda permanecem em serviço na Marinha Russa. Também possuíam um amplo espaço interno em comparação com os outros submarinos.Míssil Moskit. Considerado o míssil mais destrutivo já criado, foi desenvolvido na década de 80 pelas forças militares Russas, para combater destróieres americanos.Sua Velocidade Chega a cerca de 3.600 km/h é causa uma destruição devastadora onde chega.
Para Atingir um Alvo a 200 Quilômetros de distancia ele demora menos que 3 minutos.
Ele pode transportar ogivas de 200 quilotons, ou seja um poder 6 vezes maior que a bomba de Hiroshima. Inteligente, o Moskit desvia dos obstáculos para chegar ao seu alvo principal.

Mísseis do tipo “antinavio” como o Moskit podem ser disparados a partir de plataformas em cima de caminhões e navios ou de submarinos, por meio de um sistema de ar comprimido que protege o míssil até que ele saia da água.

Depois de lançado, o Moskit começa a ajustar sua trajetória rumo ao alvo com a ajuda de uma espécie de cérebro computadorizado. O tal cérebro usa um mapa com dados de relevo e altitude para desviar dos obstáculos naturais e das instalações inimigas.Para afinar ainda mais a trajetória, o Moskit possui outro mecanismo de correção. Radares e sistemas de posicionamento global (GPS) escaneiam o terreno, comparando os dados reais de altura e posição com as informações gravadas, alterando a rota se necessário.Quando está perto do impacto, o Moskit aciona um programa de computador que tem imagens detalhadas do alvo. O míssil compara a imagem que “vê” com a imagem em sua memória, fazendo as correções finais antes do bummmmm devastador.

SS – 18 Satan.
Desenvolvido em 1975, é um míssil balístico lançado a partir de bases no solo. A propulsão é feita em três estágios e a ogiva é formada por outras 21 menores, o que lhe dá poder de fogo para destruir alvos considerados muito “pesados”.

Atualmente estão ao serviço nas Tropas de Mísseis Estratégicos da Rússia mais de 154 R-36 de várias modificações e anos de fabricação. E continuarão no serviço pelo menos até 2016, mas depois até 2020 poderão vir a ser usados para lançamentos comerciais.Os R-36M2, SS-18 Satan, na denominação da Otan, levam cada um dez até 14 ogivas nucleares cada uma de 1 megatom ou uma ogiva única de 10 megatons capaz de destruir grande parte de uma cidade como o Rio de Janeiro sozinha, tendo de 11 mil a 16 mil quilômetros de alcance, e são o principal elemento da força de ataque russa até a entrada em operação do SS-25 e SS-27, conta com 200 mísseis desse tipo, aproximadamente.

Por hoje são estes, porém na segunda parte traremos mais alguns dos projetos soviéticos. Conhece mais alguns e quer compartilhar?  Pode sempre deixar suas sugestões nos comentários.

[KarlBenz,HardMob,DefesaBR,Instigatorium,Wikipédia, As50,BattleCentral]

Elisandro

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