loading...

Conheça um pouco mais sobre os Ekranoplanos, “aviões” que deslizam sobre a água.

Mais fatos curiosos!

Um Barco Voador é uma nave de efeito terra, ou um avião que voa como barco acima do mar. Esse barco tem asas como um avião, mas voa poucos metros acima das ondas.

Embora se assemelhe um pouco à primeira vista, não é um hidroavião nem um hovercraft, que se locomovem sobre a superfície sentados em colchões de ar.

O Barco Voador explora um princípio da aerodinâmica chamado efeito solo, ou asa-na-terra, e também tem vários nomes.

Quando um avião acelera em voo rasante muito próximo a uma superfície lisa, como a de um lago, o ar que passa sob suas asas cria um colchão de gases que dá maior sustentação à aeronave. Assim, ela gasta menos combustível para permanecer em voo e, por tabela, tem maior autonomia.

Um WIG se parece com um avião, mas apenas externamente. Tem duas asas montadas no corpo e usa um turboventilador / turbohélice ou uma turbina de aeronave a jato para a propulsão. Emprega um leme vertical e outro horizontal, flapes nas asas, e um estabilizador para controlar a direção da nave e manter a sua altitude.

A fuselagem e estrutura das asas têm características de aeronaves convencionais e a maior parte do equipamento e instrumentos de bordo se originam destas. Porém, a nave asa-na-terra não é uma aeronave. Uma aeronave depende do fluxo de ar passando pelas asas para ter a ascensão necessária para voar.

O efeito asa-na-terra se refere ao denso colchão de ar que se cria entre uma asa e uma superfície de água (ou terra) na aproximação.

A tecnologia de asa-na-terra do Barco Voador já está bastante comprovada e existe desde os primórdios do Século XX. A pesquisa sobre o efeito asa-na-terra começou nos anos 20 e em 1935 a primeira nave asa-na-terra foi patenteada na Finlândia, mesmo ano em que o engenheiro finlandês T. Kaario construiu o que chamou de nave wing-ram.

Depois do finlandês, surgiram entre os principais desenvolvedores das naves asa-na-terra o russo Rostislav Alexeiev (o pai dos Ekranoplanos) e o alemão Alexander Lippisch (mais conhecido como o pai da asa delta).

Porém, a União Soviética foi a grande pioneira e a sua Marinha fez inúmeras experiências altamente secretas, chegando a construir a partir dos anos 50 uma série de EKRANOPLANOS, que são tidos até hoje como um dos mais impressionantes meios de transporte já construídos pelo homem.

Eles eram enormes barcos voadores, planejados a executarem um grande leque de missões da Guerra Fria, inclusive possibilitar o desembarque de centenas de milhares de tropas em uma grande invasão aos Estados Unidos.

O grande interesse da Marinha Soviética era que esses barcos voavam tão baixo que não seriam captados por radares, como o seriam os aviões, e tampouco apareceriam aos sonares dos submarinos desde que não tocassem a água. Era uma combinação perfeita para uma surpresa e tanto.

Os soviéticos começaram a construir tais naves no final dos anos 50 e deram aos protótipos a designação de EKRANOPLANOS. Os primeiros passaram a operar nos anos 60, sendo o maior deles o KM (Korabel Maket, modelo de navio ou navio-protótipo), que entrou em operação em 1965.

Com 106 m de comprimento, 40 m de largura e pesando 540 ton, o KM era capaz de transportar 400 soldados a 500 km/h, com alcance de 3.000 km. Em termos de comparação, era 50 % maior que os 70 m de um Jumbo 747.

O KM foi construído nos estaleiros de Gorkovskoe More em Tchkalov, região de Gorkiy (atual Nizhniy Novgorod). Quando um satélite espião americano fotografou a nave, os militares do Pentágono a apelidaram de Monstro do Mar Cáspio, mar interior da Rússia onde era testado.

Ele voou por 15 anos até afundar em 1980 em acidente ocorrido no Mar Cáspio por falha do piloto.

Os soviéticos construíram outras naves asa-na-terra menores. Foi construída uma dezena de modelos de EKRANOPLANOS, sendo a maioria para transporte de tropas.

A Central Hydrofoil Design Bureau (Agência Central Para o Desenho de Barcos Voadores), denominada R.E. Alexeiev, localizada em Gorky (hoje Nizhni Novgorod), desenhou e construiu as naves asa-na-terra multitarefas Lun (de decolagem vertical) e Spasatel (de busca e resgate) para a Marinha Soviética.

O Projeto 903 Lun teve sua primeira unidade completada em 1987 e incorporada à Marinha em 1989 como um Barco Voador lançador de mísseis. Ele se distinguia dos anteriores pela maior altitude que podia alcançar, podendo viajar em velocidade de cruzeiro a 500 m de altura.

O Lun era armado com 3 pares de mísseis de cruzeiro 3M80 ou 80M Moskits (Sunburn de designação SS-N-22 da OTAN), os quais eram mísseis anti-navio instalados sobre a fuselagem.

Imagens:

Orlyonok A-90

Lun
Disparo de míssil naval Moskit pelo Lun.
Lun abandonado.


[DefesaBR,Taringa]

Elisandro

Recomendados para você:

Comentar com o Facebook

Comentários...